<<< "A humanidade e o reflexo da maldade de Deus, ainda que o seu mal seja desfigurado em nossa consciência decadente, o seu amor e misericordia esta sobre nós." - Gen. 8:21 >>>

Pense Nisto:

“A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.”

Martinho Lutero!

sexta-feira, novembro 01, 2013

Por que acreditar em Deus?

O belo texto do professor Marco Rossi sobre a aposta de Pascal [Ponto de Vista, 30/10] me deixou um pouco desconfiado. Meu desconforto surgiu porque sempre vi Pascal como um racionalista seduzido pela mística e considero o fragmento da sua famosa aposta um trecho árido, pois revela, no fundo, a frieza do raciocínio matemático e demonstra um direcionamento pragmático.

Blaise Pascal propõe um argumento prático para acreditar em Deus. Segundo ele, um homem racional acredita em Deus porque essa é a aposta mais inteligente. O prêmio de apostar em Deus será sempre maior. Acreditando, podemos ganhar a eternidade. Se apostarmos em Deus e perdermos, se Ele não existir, não perdemos nada. Por outro lado, se apostarmos que Ele não existe e perdermos, se Deus existir, aí sim temos só o castigo e nenhuma recompensa. Portanto, para Pascal, o homem inteligente acredita em Deus.

O próprio Pascal, por sua vez, entendeu a frieza desse raciocínio e indicou a impossibilidade de acreditar em alguma coisa apenas com a força da vontade. Ninguém acredita porque quer acreditar, e um agnóstico não vai passar a acreditar em Deus apenas porque um matemático do século XVII afirmou que essa é a maneira inteligente de agir.

Então enfrentamos duas possibilidades. Primeiro a mais fácil: se não quero acreditar em Deus, não faço nada. Vivo a vida como um ateu e não me preocupo com a morte, não me interessa a possibilidade de haver outra vida. Pascal que fique bem quietinho lá na estante, no meio da coleção Os Pensadores. O problema aqui, segundo o filósofo, é que, ao jogar minhas fichas todas nessa aposta, a probabilidade de perder é de 50 por cento. E o pior, só vou saber que perdi quando for muito tarde para voltar atrás.

A segunda opção é a mais difícil. Se acho que Pascal está certo, aposto na importância de me tornar um fiel, uma vez que considero a mínima chance de que Deus exista e não quero correr o risco de encará-Lo sem estar pronto. Esse caminho demanda muito trabalho. Se minha escolha racional é acreditar em Deus, preciso acreditar em algo que não tem provas, incutir na mente um objeto que não se pode ver nem tocar.

Essa opção é desanimadora, mas Pascal me convenceu de que é mais razoável acreditar do que não acreditar. Além disso, não tenho nada a perder com essa alternativa, minha vida não vai mudar, não vou fazer nada mais do que já faço, minha conduta ética não precisa ser modificada.

Mas o que fazer se não posso acreditar em alguma coisa sem evidências? Para isso Pascal tem um conselho, e o caminho proposto por ele está muito próximo do que dizia Augusto Matraga, personagem do grande Guimarães Rosa: “Para o céu eu vou, nem que seja a porrete!”, simples assim. E a sugestão de Pascal também é simples: vá procurar Deus. Se quero acreditar, vou sair em busca de Deus. Como diz o ditado, quem procura acha: ou eu encontro Deus, ou Deus me encontra.

PONTO DE VISTA - Jornal de Londrina em 31/10/2013

*Luiz Augusto Loredo é veterinário em Londrina

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