<<< "A humanidade e o reflexo da maldade de Deus, ainda que o seu mal seja desfigurado em nossa consciência decadente, o seu amor e misericordia esta sobre nós." - Gen. 8:21 >>>

Pense Nisto:

“A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.”

Martinho Lutero!

sexta-feira, novembro 01, 2013

A aposta de Pascal

Acreditar em Deus, ensinou o filósofo Blaise Pascal (1623-1662), um gênio dos aforismos e dos vaticínios precisos, é como ter diante de si uma aposta de três opções, com apenas uma delas inegavelmente correta. Se não acreditamos em Deus e apostamos na sua inexistência, perdemos. Afinal de contas, o que ganharíamos se constatássemos que de fato somos seres solitários neste mundo? Se acreditamos, mas nossa aposta se revela equivocada, nos contradizendo que Ele não existe, perdemos também. E o pior: ficamos a ver navios após uma vida de dedicação a algo puramente imaginário. Agora, se acreditamos em Deus e isso se prova verdade, ganhamos – na fé, na esperança, no ombro sobre o qual apoiamos a nossa história.
Levo a sério essa aposta pascalina. Toda vez que me perguntam por que acredito em Deus – e eu ouço essa indagação quase diariamente –, digo que entrei num desafio e desejo vencer. Daí resta-me uma alternativa tão somente: acreditar piamente.
Pascal, contudo, ampliava muito a abrangência de sua aposta. Para o teólogo e matemático virtuoso, a crença em Deus requer uma conduta compatível com a fé amorosa, a ação solidária, o espírito que se enternece e exige que o corpo estenda a mão ao semelhante. Pascal afirmava que, ao fazer a coisa certa, o ser humano se expande, integra a população da Terra e atinge o céu pela propícia obra. No final de tudo, refletia o filósofo, o que fica é aquilo que fazemos de bom para os outros.
Em seus famosos “Pensamentos”, Pascal, considerado o precursor da dialética moderna, escreveu que o todo e as partes permanecem sempre intercambiáveis. Ou seja, para entender o mundo, devemos observar o indivíduo; para compreender melhor os contornos da aventura singular, devemos elevar o pensamento ao mais alto nível da vida coletiva – em última instância, à experiência planetária.
Ao apostar na existência de Deus (o Todo), Pascal confia no fiel mais simples (a parte). Ao nunca perder a esperança de que o mais humilde dos humanos tem a chama da mudança no coração, o filósofo francês contempla o infinito e vê Deus, na totalidade da criação
PONTO DE VISTA - Jornal de Londrina em 30/10/2013
*Marco Antonio Rossi é sociólogo, professor na Unopar e na Unifil, colunista da CBN Londrina.

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Curiosidades Bíblicas:

As Bíblias mais antigas não eram divididas em capítulos e versículos. Essas divisões foram feitas para facilitar a tarefa de citar as Escrituras. Stephen Langton, professor da Universidade de Paris, mais tarde arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Robert Stephanus, impressor parisiense, acrescentou a divisão em versículos em 1551 e em 1555. Felizmente, estudiosos judeus, desde aquela época, adotaram essa divisão de capítulos e versículos para o Antigo Testamento.

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