<<< "A humanidade e o reflexo da maldade de Deus, ainda que o seu mal seja desfigurado em nossa consciência decadente, o seu amor e misericordia esta sobre nós." - Gen. 8:21 >>>

Pense Nisto:

“A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.”

Martinho Lutero!

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Os Magos e o Primeiro Advento de Cristo – Mateus 2:1–12


Ao assistir vários programas no fim do ano, naturalmente, eram eventos concernentes ao nascimento de Jesus Cristo. Tempo chamado Natal. Quem sou eu depois de séculos de tradição, para mudar o termo para designar a chegada de Jesus a este mundo. Bem sei que meu pastor recusou-se a usar os termos comuns nos EUA e sempre se referiu a esta época como “O Primeiro Advento de Jesus Cristo”.

Certamente traz mais sentido para o cristão, pois se há um primeiro haverá um segundo, que por sinal tem mais significado ainda. Entre os programas apresentados em milhares de igrejas sempre vem os “três” magos com suas ofertas preciosas. As tradições são bem enraizadas nas igrejas, e algumas não são exatamente bíblicas.

Os magos jamais apresentaram suas ofertas na manjedoura, pois o texto usa a palavra “casa.” É difícil de sustentar que eram três pessoas, talvez o mínimo tenha sido três, por causa das três ofertas; até porque as peças natalinas sempre têm três. Nem tão pouco os magos foram guiados pela estrela do oriente a Jerusalém. Uma estrela guiadora seria do ocidente para quem vem do oriente. De novo o texto revela que esta estrela reapareceu na medida que os magos prosseguiram para Belém após a sua chegada em Jerusalém.Há outro destaque, por ser num continente saturado pela adoração de Maria, “mãe de Jesus.” O objeto da adoração dos magos se acha num pronome singular e masculino… só pode ser Jesus. A veneração da “mãe de Jesus” não vem pelo exemplo dos magos. Foi um dogma acrescentado quatro séculos depois no Concilio de Éfeso. Pois, os magos adoraram, singularmente, um ser masculino, a saber, o menino chamado Jesus. Devemos segui-los em seu exemplo.

Esta passagem histórica me intriga muito por aquilo que não está descrito. Como é que estes magos ligaram a aparência de uma estrela com o nascimento do rei Jesus? Será que tiveram cesso a alguns rolos dos escritos dos profetas do Antigo Testamento. Tenho que acreditar.

Pense bem quanto ao homem chamado Daniel! Achou-se entre os “sábios” (termo bem ligado ao significado de “magos”) do reino de Nabucodonosor, rei de Babilônia. Não seria difícil pensar que Daniel, entre centenas de outros, tinha deixado informação quanto ao futuro rei dos Judeus. E que havia cópias dos escritos bíblicos nas sinagogas (um fenômeno do exílio, pois fora de Jerusalém, sem templo, os fiéis reuniam-se em lugares que passaram a se chamar sinagoga). Não é difícil imaginar muitos colonos judaicos na Babilônia congregando em sinagogas. A comunidade de fiéis talvez fosse muito maior do que imaginamos.

Bem, tudo isto para chegarmos à palavra deste estudo: “mirra.” Outra coisa nos intriga. Por que entre dezenas de aromas existentes há só dois trazidos pelos magos? Nem tudo que ocorreu na vida de Jesus está registrado, pois João disse que se fosse assim nem “no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.” Sendo assim, creio que tudo aquilo que o Espírito Santo nos deixou por escrito na Palavra de Deus, tem significado.A palavra em si pouco nos ajuda. Ela se acha só duas vezes no Novo Testamento, Mateus 2:11 e João 19:39. E uma vez o termo aparece associado ao verbo “beber” em Marcos 15:23. Ao nascer, os magos ofertaram mirra a Jesus. Em Sua morte na cruz e no Seu sepultamento surge a mirra novamente. A meu ver o nascimento de Jesus só tem significado à luz da Sua morte. Obviamente não se pode separá-los, mas ao mesmo tempo, ao nascer poderia, teoricamente, ter vivido uma vida permanente no planeta Terra e jamais teria obtido a redenção do ser perdido em seus pecados e delitos. A penalidade do pecado é morte… e bem sabemos que Cristo morreu por nós levando sobre si a penalidade merecida pelo ser humano.

Em duas ocasiões importantes para Cristo foi-lhe oferecido mirra. Em Sua encarnação (seu primeiro advento) e em Sua morte. Há salvação em Sua ressurreição. Mas quem sabe haja ainda muito a considerar. Creio que sim. Podemos concluir que a mirra foi utilizada em Sua infância também.

Penso naquilo que Paulo falou em Romanos 5:10. “…muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”. Se houver entre os leitores, alguns alunos que tive em anos passados, eles irão lembrar-se de um ditado que lhes dei, “Cristo tinha que desfazer o que Adão “fez” e fazer o que ele deixou de fazer.” Adão permitiu que a penalidade de pecado caísse sobre a raça humana e deixou de praticar a obediência.

Como Paulo nos permite reconhecer neste texto, Cristo sanou o problema da penalidade de pecado, a saber; a morte, aos pecadores. Mas restou a reconciliação com Deus; a segunda parte do que Adão deixou de fazer para o ser humano, isto é a obediência. Assim Cristo vivia seus anos terrestres em plena obediência ao Seu Pai. O livro de Hebreus 5:8 diz, “…aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.” Sua vida inteira tornou-se obediência em nosso favor, nosso substituto, para a obediência que nós não poderíamos executar para nos reconciliarmos com Deus. Isto reflete perfeitamente o que Paulo disse: “…o qual se nos tornou […] santificação (obediência)” (1 Coríntios 1:30).

Assim sendo a mirra “batiza” (simbólico) a criança para uma vida de obediência e novamente ela “batiza” o corpo como sendo o nosso substituto pela penalidade que pairava sobre nós. Neste ato da parte dos magos, eles nos revelam, por símbolos, a morte substitutiva para nós, em obediência e no débito da pena dos nossos pecados.
Em tudo isto, admiramos o fato de os magos não terem encontrado um rei para oferecer suas ofertas, mas as deram a um menino. Procuraram o rei dos judeus e encontraram um rei sobre os judeus, o qual procurou matar o rei dos judeus. Podemos aprender nas entrelinhas do texto, não na primeira leitura.

Dr. Ricardo Sterkenburg
Diretor jubilado do Seminário Batista Regular em São Paulo.

Fonte >>> Ministérios RBC

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Curiosidades Bíblicas:

As Bíblias mais antigas não eram divididas em capítulos e versículos. Essas divisões foram feitas para facilitar a tarefa de citar as Escrituras. Stephen Langton, professor da Universidade de Paris, mais tarde arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Robert Stephanus, impressor parisiense, acrescentou a divisão em versículos em 1551 e em 1555. Felizmente, estudiosos judeus, desde aquela época, adotaram essa divisão de capítulos e versículos para o Antigo Testamento.

Atenção:+ no link geral

As informações e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo, Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas. Em tempo e importante salientar que o fazemos em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercitando-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal.

Todos os links e arquivos estão hospedados na própria Internet. Nós apenas indicamos onde eles se encontram. Não hospedamos nenhum CD ou programa que seja de distribuição ilegal. A aquisição desses arquivos pela internet é de única e exclusiva responsabilidade do usuário. Os donos, webmasters ou qualquer outra pessoa que tenha relacionamento com o blog não têm qualquer responsabilidade sobre os arquivos que o usuário venha a baixar e para que vá utilizá-los.