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quarta-feira, setembro 05, 2012

Casal gay realiza sonho de casamento religioso - JL


Juntos há sete anos, Marcos de Lima e Mauro Aparecido Rodrigues receberão a bênção na próxima sexta-feira, no Espaço Cristão Inclusivo


05/09/2012 | 00:02 Bruna Komarchesqui
A data não poderia ser mais significativa: 7 de setembro, Dia da Independência. Esse foi o dia que o casal Marcos de Lima e Mauro Aparecido Rodrigues escolheu para realizar um grande sonho: o casamento no religioso. Juntos há sete anos e com união estável há um, agora eles receberão a sonhada bênção em uma cerimônia às 19 horas, no Espaço Cristão Inclusivo, igreja fundada por Lima, que congrega gays, lésbicas e até casais heterossexuais com filhos.

“Se na Bíblia está que Deus é amor, onde há Deus, há amor. Então, por que não abençoar uma união?”, resume o noivo Marcos de Lima. Pastor evangélico desde os 18 anos, ele conta que se descobriu homossexual bem cedo, aos oito anos de idade, mas, por conta da religião, tentou buscar a “cura” durante muitos anos. “Eu ficava o dia todo em jejum e oração, pedindo a cura da homossexualidade, porque a igreja falava que eu ia para o inferno e eu não queria ir, eu queria sentir atração por meninas. Até que um dia, aos 17 anos, eu conheci uma menina e senti atração por ela. Namoramos um ano, nos casamos e tivemos dois filhos.”

Apesar de o casamento ter durado 14 anos, Lima conta que a frustração veio 15 dias depois da união. “Ela diz que era feliz, mas eu não era.” A separação veio de maneira amigável, quando, durante um trabalho de evangelização, o pastor conheceu um rapaz por quem se apaixonou. “Eu me afastei do ministério e tive que contar para os meus pais. Foi um choque, tive um surto psicótico. Meu pai disse que eu tinha morrido para ele e ficamos dois anos sem nos falar. Mas a minha ex-esposa entendeu e disse que eu deveria ir, viver aquele momento e, se me arrependesse, ela estaria de braços abertos. Hoje somos grandes amigos.”

O relacionamento com o rapaz durou seis anos e, um ano depois do término, Lima conheceu Mauro Aparecido Rodrigues. “Ele também era evangélico e hoje nossas famílias aceitam muito bem.” Mesmo afastado do ministério de pastor, Marcos de Lima nunca deixou de frequentar igrejas e estudar a Bíblia. “Mas eu estava sempre mentindo, dizia que meu companheiro era um amigo ou primo. Eu me achava anormal e comecei a estudar o tema homossexualidade e Bíblia. Foi quando criamos um grupo de oração para discutir o assunto. Só que o grupo cresceu tanto que precisamos alugar um espaço.”

Foi assim que surgiu o Espaço Cristão Inclusivo, que fica na Avenida Santa Mônica, 230, zona leste. “Ali somos o que somos, sem máscara. As pessoas respeitam a diversidade”, define Lima. O casamento de Marcos de Lima e Mauro Aparecido Rodrigues será o segundo realizado no local. “Eu mesmo já fiz um de dois rapazes há oito meses”, lembra Lima. Agora, a cerimônia será presidida pela pastora Lanna Holder, fundadora da comunidade Cidade de Refúgio, de São Paulo, que é casada com uma cantora gospel. “Estamos muito felizes, é um sonho do meu companheiro, porque eu já fui casado, mas ele não.”

União estável

A união estável homoafetiva foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio do ano passado, mas ainda não há estatísticas sobre o assunto. Um levantamento feito pela reportagem nos dois cartórios de registro civil de Londrina – únicos aptos a fazer casamento – aponta que a procura ainda é pequena. O 1º Cartório de Registro Civil calcula que fez aproximadamente 50 uniões estáveis homoafetivas até hoje e recebeu um pedido de casamento homoafetivo, que ainda não foi realizado. O 2º Cartório de Registro Civil não informa um número, mas o substituto Felipe Julião garante que as uniões estáveis homoafetivas não passam de 1% do total realizado. “É muito pouco, a pessoa pergunta e não volta. Casamento também não fizemos nenhum.”

Uma década antes da decisão do STF, os cartórios já faziam um registro de data de união homoafetiva, mas não era possível escolher o regime de bens. “Agora qualquer casal pode comparecer ao cartório e realizar uma união estável. A única diferença é que a união estável heterossexual pode se converter automaticamente em casamento, já a homossexual precisa de uma autorização do juiz. Mas o próprio cartório encaminha para o fórum, não é um procedimento que precise de advogado”, explica o Diretor de Registro Civil da Associação dos Notários e Registradores (Anoreg) do Paraná, Ricardo Augusto de Leão.

Sobre a baixa procura, Ricardo de Leão afirma que só é possível especular. “É um assunto novo e trabalhamos com hipóteses. Não sei analisar se as relações homossexuais são duradouras, se dão precoces e a relação disso com a baixa procura. O fato é que não houve uma enxurrada, são casos isolados.” Segundo ele, a documentação para a união estável homoafetiva é a mesma requisitada a casais heterossexuais e a adoção de nomes segue o mesmo padrão. “Os cartórios estão preparados.”

Fonte: Jornal de Londrina
 

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Curiosidades Bíblicas:

As Bíblias mais antigas não eram divididas em capítulos e versículos. Essas divisões foram feitas para facilitar a tarefa de citar as Escrituras. Stephen Langton, professor da Universidade de Paris, mais tarde arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Robert Stephanus, impressor parisiense, acrescentou a divisão em versículos em 1551 e em 1555. Felizmente, estudiosos judeus, desde aquela época, adotaram essa divisão de capítulos e versículos para o Antigo Testamento.

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