<<< "A humanidade e o reflexo da maldade de Deus, ainda que o seu mal seja desfigurado em nossa consciência decadente, o seu amor e misericordia esta sobre nós." - Gen. 8:21 >>>

Pense Nisto:

“A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.”

Martinho Lutero!

quinta-feira, novembro 19, 2009

Um Teólogo no canteiro de obras

Marcelo Rezende, teólogo e especialista em Hebraico, Aramaico e Grego, atualmente ele esta pesquisando na area linguistica de textos bíblico antigos e foi contemplado na Folha Especial da Folha de Londrina, eis aqui o seu relato reportagem de Carolina Avansini.

Ape­sar do cur­so uni­ver­si­tá­rio e de ­duas pós-gra­dua­ções, foi na cons­tru­ção que o pro­fis­sio­nal en­con­trou em­pre­go. His­tó­rias as­sim são ca­da vez ­mais co­muns.

Quan­do Mar­ce­lo Oli­vei­ra Re­zen­de, 36 ­anos, dei­xou es­ca­par uma ex­pres­são em la­tim no can­tei­ro de ­obras on­de tra­ba­lha­va co­mo ser­ven­te de pe­drei­ro, cau­sou des­con­for­to en­tre os co­le­gas. Es­tra­nhe­za ­maior, po­rém, vi­ven­ciou o pró­prio Mar­ce­lo que, com gra­dua­ção em Fi­lo­so­fia e Teo­lo­gia, ­duas pós-gra­dua­ções e um cur­rí­cu­lo que in­clui apre­sen­ta­ção de ar­ti­gos es­cri­tos por ele em con­gres­sos re­li­gio­sos, aca­bou se pro­fis­sio­na­li­zan­do na cons­tru­ção ci­vil por ad­ver­si­da­des da vi­da.
A his­tó­ria, que cha­ma aten­ção pe­lo de­sen­con­tro en­tre   ca­pa­ci­da­de in­te­lec­tual e vi­da pro­fis­sio­nal, não é úni­ca. Re­cen­te­men­te, no Rio de Ja­nei­ro, a ins­cri­ção de can­di­da­tos com mes­tra­do e dou­to­ra­do em um con­cur­so de ga­ris ga­nhou des­ta­que na im­pren­sa na­cio­nal pe­la mes­ma in­com­pa­ti­bi­li­da­de. No ca­so   do teó­lo­go que rea­li­zou ­seus es­tu­dos no se­mi­ná­rio ca­tó­li­co, é es­pe­cia­li­za­do em Fi­lo­so­fia e His­tó­ria An­ti­ga e Me­die­val e tem for­ma­ção pa­ra tra­du­zir 12 lín­guas an­ti­gas - en­tre ­elas la­tim, gre­go e he­brai­co, o so­nho de se tor­nar car­deal foi des­truí­do de­pois de qua­se 20 ­anos de es­tu­dos.
Por dis­cor­dar de al­guns dog­mas do ca­to­li­cis­mo, ele aca­bou sain­do da ins­ti­tui­ção. Cria­do pe­los   ­tios que o co­lo­ca­ram no se­mi­ná­rio aos 9 ­anos, Re­zen­de es­tu­dou um tem­po no Rio de Ja­nei­ro, on­de nas­ceu, trans­fe­rin­do-se pa­ra Lon­dri­na acom­pa­nhan­do a fa­mí­lia. Quan­do dei­xou o se­mi­ná­rio, pas­sou a mo­rar ‘‘de ­favor’’ na ca­sa de ami­gos. ‘‘Eu ti­nha que tra­ba­lhar pa­ra   ga­nhar di­nhei­ro e pa­gar mi­nha es­ta­dia. A úni­ca opor­tu­ni­da­de que apa­re­ceu foi ser­ven­te de pe­drei­ro. Sem ou­tra coi­sa pa­ra fa­zer, aca­bei ­aceitando’’, dis­se ele, que atual­men­te ga­nha a vi­da co­mo pin­tor au­tô­no­mo e tam­bém res­tau­ra mó­veis an­ti­gos. ‘‘Na épo­ca, per­ce­bi que o ser­vi­ço de pin­tu­ra era ­mais le­ve, ­mais rá­pi­do e pos­si­bi­li­ta­va ga­nhos maio­res. Pro­cu­rei uma opor­tu­ni­da­de nes­sa ­área e tra­ba­lho com is­so até ­hoje’’. So­bre o cho­que cul­tu­ral so­fri­do no pe­río­do   em que ­saiu do se­mi­ná­rio e pas­sou a tra­ba­lhar no can­tei­ro de ­obras, ele afir­ma que a con­se­quên­cia foi uma enor­me frus­tra­ção. ‘‘Com to­da a ca­pa­ci­da­de in­te­lec­tual que eu ti­nha na épo­ca, pas­sei a ca­var va­le­tas e car­re­gar ­concreto’’, exem­pli­fi­cou. On­ze ­anos   de­pois do acon­te­ci­do, Re­zen­de, ho­je, acei­ta bem a no­va vi­da e ga­ran­te que até gos­ta do tra­ba­lho. ‘‘Apren­di a fa­lar a lín­gua dos ­peões e te­nho ex­ce­len­tes ami­gos no se­tor da cons­tru­ção. Até pen­so em dar au­las nu­ma uni­ver­si­da­de, mas não pre­ten­do lar­gar a pin­tu­ra por­que é uma ati­vi­da­de que dá ­mais di­nhei­ro que a vi­da ­acadêmica’’, ex­pli­cou. O ex-se­mi­na­ris­ta es­tá ca­sa­do e, ­além dos ser­vi­ços de   pin­tu­ra e res­tau­ra­ção de mo­bí­lia, dá au­las de Fi­lo­so­fia pa­ra alu­nos ca­ren­tes de um cur­si­nho pré-ves­ti­bu­lar gra­tui­to, de for­ma vo­lun­tá­ria. Ape­sar de uti­li­zar par­te da ex­ten­sa qua­li­fi­ca­ção que pos­sui nes­sa ati­vi­da­de, ele não dei­xa de ex­pe­ri­men­tar a frus­tra­ção em al­guns mo­men­tos de re­fle­xão so­bre a vi­da pro­fis­sio­nal. ‘‘Às ve­zes me dá um va­zio di­fí­cil de ex­pli­car. Sin­to-me um teó­lo­go si­len­cia­do.’’





Um comentário:

  1. Admiro a inteligência e a simplicidade do Teólogo, Filósofo e Professor Marcelo, oxalá em nossos dias muitos seguissem seu exemplo, não teríamos muitas divisões e conflitos existentes .
    Marcelo prossiga, pois a recompensa vem de Deus e é nas mãos Dele que você está.
    Parabéns.

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Curiosidades Bíblicas:

As Bíblias mais antigas não eram divididas em capítulos e versículos. Essas divisões foram feitas para facilitar a tarefa de citar as Escrituras. Stephen Langton, professor da Universidade de Paris, mais tarde arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Robert Stephanus, impressor parisiense, acrescentou a divisão em versículos em 1551 e em 1555. Felizmente, estudiosos judeus, desde aquela época, adotaram essa divisão de capítulos e versículos para o Antigo Testamento.

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