<<< "A humanidade e o reflexo da maldade de Deus, ainda que o seu mal seja desfigurado em nossa consciência decadente, o seu amor e misericordia esta sobre nós." - Gen. 8:21 >>>

Pense Nisto:

“A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.”

Martinho Lutero!

terça-feira, abril 24, 2007

Crise do culto

Crise do culto protestante no Brasil
A. G. Mendonça

O Culto torna-se estritamente necessário, porque taxativamente ordenado, é por conseguinte, o eucarístico acidental dessa afirmação está no fato de o Novo Testamento jamais aludir ao culto referindo-se exclusivamente à pregação, isto não significa que ir ao culto só para ouvir a pregação, mas para reunir-se a participar com o fim de partir o pão em comunhão com os demais em adoração a Deus. A mesma conseqüência litúrgica se nota naqueles que reconhecem em Jesus o Messias, e isso também é fruto da operação do Espírito Santo, já que ninguém pode confessar que Jesus Cristo é Senhor senão pelo Espírito Santo, e a forma mais necessária do culto e dar graças (ação) por meio do Espírito Santo, o perdão restaura a capacidade de adorar, anteriormente perdida por causa do pecado. Jesus Cristo morreu e ressuscitou por todos pela salvação do mundo, e o culto e um meio de relatar a história da salvação, essa e a transformação que concretiza e efetiva por meio do culto, este é por conseguinte um agente da história da salvação. Vemos que o culto sempre foi e será o foco central das Igrejas, mesmo depois da reforma a liturgia sempre presente, apesar de não ter tido uma reforma litúrgica e nem mesmo uma corrente litúrgica baseada na reforma, mas houve várias tendências de adaptar outras formas litúrgicas ao culto. O aparecimento de “livros de Oração Comum”, “Livros de Ordem”, com isto dando um pouco de liberdade ao oficiante sem arbitrariedade, mas dando total liberdade ao culto, mesmo a sociedade passando de agrária e tradicionalista para a industrialização competitiva, o culto passou por mudanças e a igreja foi obrigada a ir onde as pessoas estavam empregadas, com o surgimento do movimento metodista, Wesley. Com seus colaboradores saem para as praças e portas de fabricas, com extensos sermões e apelos, hinos e cânticos, pregações apelativas e rigorosas que eram diferentes aos do culto, era mais enfatizada em reuniões religiosas, e com isto trouxe muitas inspirações para vários pregadores, e ouve grandes reavivamentos, apesar do fervor religioso e o puritanismo tinha declinado nas colônias, por influencia do iluminismo, uma ortodoxia excessa e conflitos políticos e avanços de uma sociedade mais cosmopolitica.
No Brasil, o primeiro livro de liturgia a ser usado foi Livro de Oração Comum da Igreja Anglicana, sendo traduzido pelo missionário Episcopal Richard Holden, mas segundo Carl J.Harhn em suas pesquisas, foi o missionário escocês Robert Kalley, que introduziu o culto de família ou domésticos a introduzir hinos nestas reuniões, sendo assim as formas litúrgicas não eram enfatizadas nas igrejas, por ser mais um trabalho de evangelização, muito usado nas igrejas hoje em dia este tipo de trabalho, sem a liturgia, e o conceito de culto litúrgico não foi muito elaborado, e um outro conceito era a experiência de reavivamentos e também das leis vigentes no país no período do império impediram esta prática.
Mas isto não impediu de termos uma herança teológica, mesmo com o desenvolvimento da teologia Wesleiana no séc. XIX, e o calvinismo superando o amor universal de Deus a doutrina da predestinação, castrando a graça salvadora de Cristo, o eleito estava salvo segundo a teologia calvinista, porém a graça não tinha efeito, oferecia a liberdade, mas com freios no comportamento.
A hinologia também teve papel importante , com pregações apelativas, os hinos eram as vedetes dos missionários, com estrofes individualistas, e o apelo para decisões de aceitar Cristo no coração e apelava em suas letras emocionais, foi e é um grande aliado para os sermões conversionista, até hoje são assim em algumas igrejas metodistas.
Quanto a conversão e reconsagração, os missionários eram a linha de frente, e sua intenção não importava se os ouvintes eram de outra denominação, o que computava era a quantidade e não a qualidade, e o pastor fazia a sua parte e manutenção aos fieis e isto implicava uma imitação das pregações dos missionários, e as vezes a liturgia era ignorada, com isto ocorria um circulo vicioso de culto de conversão e reconciliação.
Outra fonte importante no culto foi à elaboração de hinários, e o mais famoso foi à obra de Robert e Sara P. Kalley, com o passar dos tempos o hinário deixou de ser um componente a mais da biblia,e a nova geração de pastores não esta dando ênfase à liturgia e muito menos para os hinos, o que ainda prevalece o uso do hinário e a celebração a santa ceia, mas e só isto, e vemos uma liturgia pobre, o emocionalismo toma conta dos cultos à mensagem traz uma interpretação literal apelativa aos modos do pietismo e puritano, um esvaziamento da teologia nas igrejas brasileiras.
Assim como das condições de dar continuidade dessa teologia, e o que repercute e uma disputa de quem tem mais poder e membros arrolados, o poder de posse de bens, e tem condições de oferecer o melhor, onde a graça e a salvação só giram em torno de uma consciência individualista.
Escrito por Altair

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Curiosidades Bíblicas:

As Bíblias mais antigas não eram divididas em capítulos e versículos. Essas divisões foram feitas para facilitar a tarefa de citar as Escrituras. Stephen Langton, professor da Universidade de Paris, mais tarde arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Robert Stephanus, impressor parisiense, acrescentou a divisão em versículos em 1551 e em 1555. Felizmente, estudiosos judeus, desde aquela época, adotaram essa divisão de capítulos e versículos para o Antigo Testamento.

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