Quinta-feira, Maio 15, 2008

Mar Morto/Qumran

O Mar Morto (al-Bahr al-Mayyit em árabe, Yam ha-Melah em hebraico) onde foram encontrados casualmente em uma gruta, nas encostas rochosas da região do Mar Morto, na região de Jericó, em março de 1947, em jarras de cerâmica que continham os rolos escritos de couro e papiro por Muhammad adh-Dhib, pastor beduíno da tribo Tamireh, na região de Khirbet Qumran, cerca de dois quilômetros a noroeste do mar Morto. Nas décadas de 1950 e 1960, em áreas próximas, descobriram-se outros documentos que também ficaram conhecidos com o mesmo nome. Segundo a hipótese mais aceita, eles foram postos nas 11 grutas de Qumran por membros da seita judaica dos essênios, que ali viveram de meados do século II a.C. até 68 da era cristã, e cuja existência é mencionada pelos historiadores Flávio Josefo, Tácito e Plínio. Os documentos teriam sido enterrados durante a guerra dos judeus contra os romanos, no ano 70 da era cristã, para serem mais tarde recuperados.
Além dos rolos contidos em ânforas mais de 600, entre textos bíblicos e não-bíblicos, alguns em bom estado de conservação descobriram-se numerosos utensílios, moedas, tecidos etc., e uma vasta necrópole com mais de mil túmulos.
Muitos documentos foram adquiridos por museus e bibliotecas de diversos países, e alguns dos mais valiosos encontram-se na Universidade Hebraica de Jerusalém. Os especialistas em geral concordam em datá-los de meados do século III a.C. a 68 da era cristã, a maior parte deles escritos durante os séculos I a.C. e I da era cristã. Com exceção do livro de Ester, todos os do cânon judaico-palestino foram encontrados em Qumran. Os mais importantes dentre os manuscritos são: um rolo do livro de Isaías, em excelente estado de conservação, com cerca de duas mil variantes do texto aceito pela exegese hebraica; uma paráfrase livre, em aramaico, do Gênesis; uma tradução aramaica do livro de Jó, com apenas 38 colunas parcialmente conservadas; 13 manuscritos com textos dos profetas e salmos, incluindo referências históricas à vida da comunidade; vários livros apócrifos judaicos, como o Livro dos jubileus, o Livro de Enoc, os Testamentos de Levi e Neftali, com a tradução em hebraico ou aramaico de obras até então só conhecidas em traduções gregas ou etíopes; a Regra da comunidade ou Manual de disciplina, da qual está completo um manuscrito que mistura doutrina teológica com prescrições práticas; a Regra da congregação, que determina especialmente a precedência entre o Messias sacerdotal e o Messias militar e político; e a guerra dos filhos da luz contra os filhos da trevas, que prevê o massacre de todos os pagãos e infiéis.

Terça-feira, Abril 29, 2008

Nag Hammadi - Arqueologia

Perto de Luxor no Egito, camponeses encontraram numa gruta em (Nag Hammadi) 1945, 52 textos diferentes, um deles despertou mais curiosidades aos pesquisadores, foi o Evangelho de Tomé em língua copta que traz as palavras de Jesus, em relação aos achados, alem de Tomé, temos o Evangelho de Felipe, o Evangelho da Verdade, o Apócrifo de João, o Evangelho dos Egípcios, o Livro Secreto de Tiago, o Apocalipse de Paulo, o de Pedro, Carta de Pedro a Felipe e outros.

Em relação aos achados para os pesquisadores o de Tomé e o mais interessante, o seu estilo e parecido com a fonte "Q" uma coletânea de frases de Jesus que se acredita ter sido fonte para os textos canônicos, a versão de Tomé referente à parábola dos vinhateiros maus, e considerada mais antiga que a de João Marcos.

Esforços de pesquisadores em situar dentro do contexto, e extrair deles muitas informações que nos da uma nova luz nos primeiros séculos do Cristianismo, o Evangelho de Tomé se tornou uma pesquisa básica de referencia histórica de Jesus de Nazaré e nas origens do Cristianismo.

Datando do segundo século estes escritos começou a influenciar o cristianismo e alguns adeptos passaram a terem conhecimento referente à gnose, os gnósticos eram uma seita de cristãos, basicamente esotérica, surgido no cristianismo primordial, seus seguidores viam Cristo como uma emanação da essência do Pnéuma ou espírito do pai, e acreditavam que quando Jesus nasceu o Kristos, o perfeito uniu-se à Sophia - "Sabedoria espiritual" conseguindo unir-se e entrar em Jesus no momento do batismo, a partir deste ato Jesus reconhece a sua missão terrena.

Na cruz, o Cristo e Sophia abandonam o corpo de Jesus, na ressurreição, Jesus aparece com seu corpo etéreo astral ou psíquico, constituindo de alma e espírito, diziam que este estado chama-se simulacrum que durou dezoito meses, nesse período, através da Sophia, Jesus transmite a gnose aos seus discípulos.

Gnosis e Gnosticismo ainda são termos bastante enigmáticos, deriva do grego "conhecimento" ou "sabedoria", no primeiro século da era cristã este termo, gnose começou a ser usado para denotar um proeminente, um novo cristão, estes seguidores de Cristo, revelavam uma experiência como estar em contato com o divino dentro do nosso eu revelando um conhecimento místico acreditando que o corpo de Cristo era imaterial e que o reino de Deus está dentro de nós.

Tendo grande influência nos primeiros séculos do cristianismo, os gnósticos através dos Doutores da Igreja mais precisamente da figura de Valentinus que viveu em Roma de 136/165, teve grande respaldo e quase se elegeu papa.

Irineu, bispo de Lyon, ataca publicamente o gnosticismo como sendo uma heresia, e a Igreja católica ortodoxa luta contra os gnósticos, seus textos, e pensamentos, a Igreja vence e com isso muitos textos são fulminados pela censura e desapareceram por completo, exceto os que foram preservados em Hammadi.

Doutrinas, apócrifos ou canônicos, seja como for, a pesquisa continua cada um destes textos, nos mostra ainda que neste terreno a pesquisa tem muito a nos oferecer. . .

WEb:
www.gnosis.org/naghamm/nhl.html
http://www.geocities.com/Athens/9068/x_transl.htm
http://home.epix.net/~miser17/Thomas.html

Sexta-feira, Março 28, 2008

Nomes de Igrejas

Visitando alguns blogs, achei este interessante, mostrando muitos nomes de Igrejas pelo Brasil, nomes bem estranhos para um país que se diz evangélico . . .

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Curiosidades Bíblicas:

As Bíblias mais antigas não eram divididas em capítulos e versículos. Essas divisões foram feitas para facilitar a tarefa de citar as Escrituras. Stephen Langton, professor da Universidade de Paris, mais tarde arcebispo da Cantuária, dividiu a Bíblia em capítulos em 1227. Robert Stephanus, impressor parisiense, acrescentou a divisão em versículos em 1551 e em 1555. Felizmente, estudiosos judeus, desde aquela época, adotaram essa divisão de capítulos e versículos para o Antigo Testamento.

Textos do Mês:

Imagens do Diabo na MPB - Carlos Eduardo B. Calvani

Ótimos Filmes p/ Missiologia e Antropologia:

VIDEO - Formandos 2006: